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De 2009 e 2017, receita de publicidade e patrocínio do São Paulo ficou no mesmo patamar

Enquanto o São Paulo Futebol Clube não publica os demonstrativos financeiros relativos ao ano de 2018, resolvemos elaborar uma série de matérias com análises financeiras dos últimos balanços publicados pelo clube até o ano de 2017 (o qual foi publicado em meados de 2018). Esta é a primeira de uma série que iremos divulgar nas próximas semanas nas quais apresentamos ao torcedor, em gráficos e dados, como andam as finanças do tricolor. 


    Gráfico: arquivo Finanças Tricolor


No gráfico acima, pode-se observar a "evolução" das receitas de publicidade e patrocínio do São Paulo ao longo dos últimos 10 anos. Importante observar que todos os valores foram corrigidos pela inflação do período e trazidos para valor presente. 

Em 2009, último ano da patrocinadora master LG, o clube obteve seu, até então, melhor resultado, foram R$49,5 milhões em cotas de publicidade e patrocínio. Como principal causa, a valorização da marca, principalmente devido aos resultados obtidos em campo (tri-campeonato brasileiro e consequentes participações na Libertadores) fizeram com que o clube atingisse tal marca. 

De 2013 a 2015, pode-se observar um período de queda consecutiva nas receitas de publicidade, possivelmente devido aos escândalos envolvendo a parte administrativa do clube e aos anos de “vacas magras” do clube dentro das quatro linhas. Tudo isso causou uma diminuição da credibilidade da “marca” São Paulo e impactou diretamente nessa fonte de receita. 

De 2015 até o presente momento, verifica-se uma recuperação considerável das receitas, passando de R$21,2 milhões em 2015, para R$56,6 milhões no último balanço publicado (2017).  O clube abriu mão da política de parcerias pontuais, muito frequente nos anos anteriores, e fechou contratos de médio e longo prazo. 

Quando o clube fechou, em meados de 2018, com a nova fornecedora de materiais esportivos, a expectativa era de que o resultado do ano passado seria ainda melhor que de 2017, devido ao modelo de contrato firmado, no qual o São Paulo teria um percentual das vendas dos uniformes. Entretanto, o que pode se constatar foi uma linha inicial sem muita diversidade de produtos e frequentes reclamações de consumidores a respeito da falta de uniformes nas lojas conveniadas. 



Vamos aguardar a publicação dos resultados financeiros do último ano para confirmar se o clube teve um aumento ou uma diminuição desta importante fonte de receita e que há tempos vinha sendo deixada de lado pelo nosso tricolor.