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Mostrando postagens de maio, 2019

Arrecadação com bilheteria cresce 10% em 2018, Corinthians arrecada o dobro e Palmeiras 4 vezes mais

A arrecadação do São Paulo com bilheteria subiu 10% em 2018, passando de R$27,9 milhões para R$30,7 milhões. O clube encerrou o ano com a segunda maior média de público de sua história, 29.566 pagantes por jogo no Morumbi, perdendo somente para 2017, ano em que o clube contou com o apoio maciço de sua torcida para escapar do rebaixamento no Brasileirão. Foram 34.438 torcedores de média por jogo.                Entretanto, quando atualizamos monetariamente os valores arrecadados pelo Tricolor e analisamos os valores reais ao longo dos últimos anos sem títulos, de 2013 até 2018, podemos verificar que o clube não apresentou crescimento, mantendo-se praticamente estagnado na faixa dos R$30 milhões de arrecadação nessa fonte de receita. Mesmo com anos seguidos de recordes de média de público no Morumbi, o fato do time apresentar baixo desempenho dentro de campo e do estádio não oferecer o conforto e modernidade das arenas de seus rivais, tem inviabilizado a diretoria do clube aumentar o

Receita total do São Paulo diminuiu 15%, índice de receitas não-recorrentes do São Paulo continua elevado

Depender de receitas não recorrentes e imprevisíveis é um risco altíssimo para qualquer empresa, e, no futebol, não é diferente. Como a maioria das despesas, do São Paulo, são fixas, por exemplo, salários e direitos de imagem dos atletas, despesas com manutenção das instalações do clube, juros e amortização da dívida, o clube precisa ter uma certa previsibilidade em seu faturamento, através de receitas recorrentes altas, como cotas de TV e patrocínios. Caso isso não ocorra, o clube fica dependente de receitas não recorrentes para fechar o caixa todo ano, fato que tem ocorrido com freqüência no São Paulo, nos últimos anos. Todo ano, surgem manchetes nos jornais, "Diretoria do São Paulo declara: precisamos de R$100 milhões em venda de atletas para não fechar no vermelho". Isso tem acontecido pois, como as receitas de cotas de TV, publicidade e patrocínio, sócio-torcedor, dentre outras receitas fixas não são suficientes para cobrir as despesas do clube, o tricolor precisa s

Comissão pela venda de Militão foi 4 vezes maior que a média do clube!

Nem todo o montante da venda de um atleta entra para os cofres do clube. Como nem sempre os direitos econômicos de um jogador pertencem integralmente ao São Paulo, o clube precisa repassar um percentual referente à participação de outros clubes, empresários, ou até do próprio atleta. Além disso, na maioria das negociações, o clube vendedor repassa um montante pré-definido referente à intermediadores da negociação. Podemos observar nas demonstrações de 2018 divulgadas essa semana que, a média de valores pagos pelos São Paulo, para intermediadores das negociações, é de 7%. Por exemplo, na venda de Lucas Pratto para o River Plate, por R$49,5 milhões, o clube repassou R$3,5 milhões. Outras negociações como as de Cueva, Auro e Petros, seguiram, aproximadamente, a mesma lógica.  Entretanto, um caso específico nos chamou a atenção. A venda de Militão para o Porto, por R$ 31,5 milhões, custou aos cofres do São Paulo R$8,8 milhões em intermediação. Este montante representou 28% do tota

Receita de marketing do São Paulo cai 60% e se aproxima de período sem patrocínio master!

O São Paulo divulgou na última terça-feira as demonstrações financeiras de 2018 e um dado mostrou-se preocupante. As receitas de publicidade e patrocínio, importante fonte de receita dos clubes, sofreu uma queda de 60% quando comparada ao mesmo período de 2017, ano em que o clube obteve seu maior valor  (R$58,7 milhões - valor atualizado pela inflação do período).  Quando comparada ao total das receitas do clube em 2018 (R$410 milhões), a receita de publicidade e patrocínio representou pouco mais de 5% (R$23,2 milhões). Podemos observar no gráfico que elaboramos abaixo que o valor atingido em 2018 é comparável ao ano de 2015, período no qual o clube viveu uma de suas piores crises administrativas e que escândalos atingiram a alta cúpula do clube, fator que, certamente, afetou a credibilidade da marca São Paulo e impactou diretamente nessa fonte de receita.     Fonte (gráfico): Finanças Tricolor                                             fonte camisas: omantotricolor.com.br

Endividamento total do São Paulo foi reduzido em 2018, dívidas financeiras preocupam!

O São Paulo Futebol Clube divulgou oficialmente, na tarde de ontem, suas demonstrações financeiras relativas ao ano de 2018. Diferentemente de outros clubes, o Tricolor mantém a publicação anual de seu balanço. Portanto, passaremos as próximas semanas "dissecando e detalhando" os números do São Paulo relativos ao último período e apresentaremos a vocês como andam as finanças do clube. Podemos observar, no gráfico abaixo, que, o endividamento total do clube ao final de 2018 é de R$200,1 milhões (redução de pouco mais de 6% ante o mesmo período de 2017). Se comparado a 2014, a redução foi de mais de 30%. As receitas de negociação de atletas foram fundamentais para tal equacionamento. Entretanto, a redução de R$13,8 milhões de 2018 foi bem menor que a ocorrida em 2017, período no qual o clube reduziu sua dívida em pouco mais de R$43 milhões.     Fonte: Finanças Tricolor Historicamente, o Finanças Tricolor entende como fundamental o detalhamento do endividamento do