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São Paulo pagou R$58 milhões em comissões pelas negociações de atletas de 2016 a 2020

     Historicamente conhecido como um grande formador de atletas, a receita de negociação das jóias de Cotia tem sido uma importante fonte de receitas para o São Paulo nos últimos anos. Entretanto, boa parte dessa receita acaba não entrando nos cofres do Tricolor. Devido ao trabalho de intermediação das negociações, empresários ou agências que trabalham no ramo, ficam com parte dos valores divulgados na mídia quando da venda de um atleta.      De acordo com as demonstrações financeiras publicadas oficialmente pelo São Paulo, de 2016 a 2020, o clube “faturou” em venda de atletas nada menos que R$710 milhões. Porém desse montante, R$58 milhões não entraram nos cofres do Morumbi pois foram pagos como intermediação, o que representou pouco mais de 8% desta receita. Imagem: madeincotia.com.br                                     Dentre todas as negociações desta janela de tempo, a que mais nos chama a atenção é a de Éder Militão, que em 2018 foi negociado com o Porto pelo montante de R$31,5

Quanto o São Paulo irá perder caso não tenhamos mais jogos com torcida em 2020?

A pandemia do COVID19 tem abalado os sistemas de saúde e econômico ao redor do mundo em todos os setores, inclusive no futebol. Ainda sem termos uma real noção do grau de extensão das medidas de isolamento, o que tem impactado diretamente o mundo do futebol, impossibilitando a realização de partidas, e por quanto tempo elas durarão, a única certeza que temos é que as receitas dos clubes estão sendo diretamente afetadas. Não é novidade o problema dos clubes, principalmente os brasileiros, com seu fluxo de caixa, e no São Paulo não é diferente. Ano passado, o tricolor paulista teve que obter empréstimos para fazer frente às despesas obrigatórias com salários, direitos de imagem, dentre outras, devido à frustrações de receitas que eram esperadas pelo clube, devido às eliminações precoces na Libertadores e Copa do Brasil. Já no começo deste ano, o valor pago pelo Ajax-HOL referente à venda de Antony, serviu, em parte, para o clube normalizar os salários dos atletas que estavam atrasad

Possível déficit do São Paulo em 2019 pode excluí-lo do PROFUT?

Em 2015, foi sancionada a Lei nº 13.155, de 4 de agosto, que estabelece princípios e práticas de responsabilidade fiscal e financeira e de gestão transparente e democrática para entidades esportivas profissionais de futebol. Conhecido como PROFUT (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), através dessa nova lei, fica instituído parcelamentos especiais para recuperação de dívidas dos clubes que aderissem ao PROFUT, junto aos órgãos da Administração Pública, tais como: Secretaria da Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda, Banco Central do Brasil.    A nova lei trouxe vantagens para os clubes equalizarem suas dívidas com a União, muitas delas quase impagáveis. Vantagens como prazo extendido para pagamento (até 240 parcelas, ou seja, 20 anos), redução de 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos sociais, fizeram com que muitos clubes aderissem ao PROFUT, dentre eles, o São Paulo Futebol Clube, objeto da nossa análise. 

Manutenção dos atletas da base e problemas de fluxo de caixa? Uma análise financeira do assunto.

A recusa da oferta apresentada pelos clubes europeus aos atletas do São Paulo, principalmente a Anthony, atleta considerado por muitos como o mais valioso do elenco, demonstrou ao mercado que o clube precisa aumentar as receitas, mas não está desesperado por elas. Em sua última proposta, o Ajax ofereceu $15 milhões de euros imediatos, e mais $5 milhões de euros atrelados a metas do jogador. Além disso, o clube holandês compraria os 20% de David Neres, ainda pertencentes ao tricolor. Proposta esta, que foi novamente recusada pela diretoria do São Paulo. Entendemos o posicionamento da diretoria do clube, que sinaliza algo que defendemos há muito tempo, que é uma mudança no ciclo vicioso em que o clube se encontra. Ciclo este que tem "obrigado" o clube a vender jovens promessas antes de darem o retorno esportivo e se "valorizarem" ainda mais, por barganhas para cobrir rombos financeiros obtidos em contratações muitas vezes contestadas e/ou caras.           

Receita de Licenciamento da marca São Paulo caiu 25% no último ano. Você sabe o que é licenciamento?

O faturamento do São Paulo Futebol Clube com licenciamento da sua marca sofreu uma queda de 25% de 2017 para 2018 (ainda não temos publicado os dados referente ao ano de 2019). Porém, antes de entrarmos no debate à respeito do tema, vale apresentarmos o conceito do que é licenciamento de marca. Segundo a ABRAL (Associação Brasileira de Licenciamento), "'É o processo legal pelo qual o detentor, criador ou autor de uma marca, nome, logotipo ou qualquer outra propriedade intelectual autoriza ou cede o direto de seu uso em um produto ou serviço, durante um determinado período de tempo, em uma área geográfica específica, em troca de uma remuneração variável ou por uma taxa fixa acordada entre as partes". Portanto, simplificando, quando uma empresa fabricante de materiais escolares, por exemplo, entra em acordo com o São Paulo, para estampar o escudo do clube em cadernos, borrachas, pastas, etc, por um determinado período de tempo, o clube recebe em troca um valor pela

Em 2018, São Paulo conseguiu fazer mais com menos! E em 2019?

Todo ano elaboramos um gráfico que compara as despesas operacionais do São Paulo Futebol Clube, à qual abrange todos as despesas do clube (futebol profissional, base, social, estádio, administrativa e encargos financeiros), com o resultado obtido pelo clube em campo ao longo do ano. Para isso, utilizamos uma metodologia simples que é o total dessas despesas dividida pelo número de vitórias do clube durante a temporada. O resultado obtido é um índice que, no nosso entendimento, mede de maneira simplificada, a eficiência dos gastos, pois podemos verificar se os recursos estão sendo bem aplicados e estão sendo refletidos em resultados dentro de campo. Como ainda não temos os dados oficiais de 2019, nosso gráfico foi feito até o final de 2018. Assim que encerrar esta temporada, e tivermos as despesas do clube publicadas, iremos atualizar o gráfico. Analisando o gráfico abaixo, quanto menor este índice, melhor, pois ele representa quanto "custou" aos cofres do tricolo

Fator Dani Alves faz número de sócios-torcedores crescer 30%. Clube saberá surfar essa onda?

A contratação de Daniel Alves, logo após a Copa América, fez com o que o São Paulo registrasse mais de 7.600 novos cadastros em seu programa de sócio-torcedor no mês de agosto, o que representou um crescimento de 30% no número de sócios ativos (com pagamentos em dia). Hoje, o número de sócios ativos é de pouco mais de 30 mil. O número é bastante expressivo se levarmos em conta a defasagem dos planos e dos poucos benefícios e vantagens que os sócios do clube tem, como poucas promoções, dificuldades na compra de ingressos, dentre outros. Se comparado com os programas de sócio-torcedor dos demais clubes então, o gap é ainda maior. A receita de 2018, divulgada em maio, relacionada ao programa de ST do São Paulo é preocupante. Em 2016, o tricolor faturou R$14,5 milhões com o  programa de ST. Já em 2018 essa receita foi de apenas R$8,6 milhões, queda de 40%,  fato este, que só corrobora nossa tese de que o programa não funciona como deveria e sinaliza uma preocupação com a gestão do