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Pato, Pablo e Hernanes atuaram, em média, menos de 50% dos jogos por causa de lesões. Qual o prejuízo financeiro para o São Paulo?

Não é de hoje que o São Paulo vem sofrendo com a ausência de seus atletas em jogos importantes. Entretanto, as recorrentes lesões ocorridas ao longo de 2019, tem chamado a atenção dos torcedores do clube e, consequentemente, o Finanças Tricolor não poderia deixar passar em branco.
Sabemos que, devido ao extenso calendário do futebol brasileiro, as lesões são normais e sempre farão parte da rotina de todos os clubes de futebol. No entanto, o que tem ocorrido no São Paulo acende uma luz amarela no departamento médico e de preparação física, pois a quantidade de lesões tem sido muito acima da média. Ademais, o clube, em 2019, terá um dos anos com menor quantidade de partidas realizadas, devido a precoces eliminações na Copa do Brasil e Libertadores (em ambas competições o clube não realizou mais que 2 partidas). Para se ter uma ideia, o clube terminará com pouco mais de 60 partidas realizadas. O Flamengo, clube que também tem sofrido com lesões, já realizou 54 partidas em 2019 e pode te…

Arrecadação de 2019 deve ser a maior da história do clube

Com os mais de 47 mil pagantes que presenciaram a estréia de Daniel Alves e a vitória do clube contra o Ceará, por 1x0, o São Paulo atingiu a marca de R$28,8 milhões em arrecadação de jogos no ano de 2019. Esse montante representa, 94% de tudo que o tricolor arrecadou no ano anterior e já supera em R$1milhão o montante arrecadado em 2017 (lembrando que atualizamos os valores com a inflação dos respectivos períodos). O recorde recente, como podemos verificar no gráfico abaixo, foi em 2016, R$35,1 milhões, ano em que o São Paulo chegou à semi-final da Copa Libertadores, torneio que o clube detém uma das melhores médias do futebol sul-americano.
       Gráfico:Finanças Tricolor
Esse montante de 2016 deverá ser superado facilmente, caso o clube mantenha a média de 47 mil torcedores dos últimos confrontos no Morumbi. Pois com o tíquete médio de R$70,00, cada partida proporcionou aos cofres tricolores algo em torno de R$3 milhões. 
As recentes contratações de Daniel Alves e do espanhol Jua…

Eliminações precoces afetaram o fluxo de caixa e São Paulo precisa recorrer a empréstimo milionário

As eliminações precoces na pré-libertadores para o Talleres-ARG e na Copa do Brasil para o Bahia, afetaram diretamente o fluxo de caixa do São Paulo Futebol Clube. Na última terça-feira, o tricolor teve de recorrer a empréstimos bancários no valor de R$37 milhões e terá que submeter à aprovação do Conselho Deliberativo do clube.
Como publicamos em fevereiro, estimamos que a eliminação na Libertadores geraria uma frustração de receita na ordem de R$38 milhões (clique aqui para ler novamente). Para chegar a esse valor, consideramos tanto a premiação que o clube do Morumbi iria obter caso chegasse às quartas-de-final (fase na qual o próprio clube colocou em sua projeção de receita), além das receitas obtidas com bilheteria. Sem falar em ganhos indiretos, como por exemplo: aumento do sócio-torcedor, imagem do clube, vendas de materiais esportivos, dentre outros.
Crédito: Rubens Chiri/Saopaulofc.net
Ademais, a eliminação na "primeira fase" da Copa do Brasil, competição com a maio…

Faturamento com programa sócio torcedor despenca mais de 20% em 2018

Dentre as receitas de um clube de futebol, a fidelização de seu torcedor é uma das mais importantes quanto à gestão administrativa de sua diretoria. Essa fonte de receita representa o grau de comprometimento e empenho da diretoria para com seu "cliente", o torcedor. O São Paulo foi um dos pioneiros na implantação de programa sócio torcedor no Brasil, entretanto, a gestão do programa, por parte de sua diretoria nos últimos anos, tem deixado a desejar. 
Sem apresentar vantagens e atratividade ao torcedor tricolor, os números apresentados no balanço de 2018, divulgados no final do mês de abril, ratificam o trabalho executado. O clube apresentou, pelo segundo ano consecutivo, conforme gráfico abaixo elaborado pelo Finanças, queda no faturamento da receita com sócio torcedor. Em 2018, a queda foi de 22%, quando comparado ao mesmo período de 2017.  Foram arrecadados R$8,6 milhões, R$2,5 milhões a menos que no ano anterior.
Fonte: Finanças Tricolor
O clube não informa em suas demon…

Arrecadação com bilheteria cresce 10% em 2018, Corinthians arrecada o dobro e Palmeiras 4 vezes mais

A arrecadação do São Paulo com bilheteria subiu 10% em 2018, passando de R$27,9 milhões para R$30,7 milhões. O clube encerrou o ano com a segunda maior média de público de sua história, 29.566 pagantes por jogo no Morumbi, perdendo somente para 2017, ano em que o clube contou com o apoio maciço de sua torcida para escapar do rebaixamento no Brasileirão. Foram 34.438 torcedores de média por jogo.               
Entretanto, quando atualizamos monetariamente os valores arrecadados pelo Tricolor e analisamos os valores reais ao longo dos últimos anos sem títulos, de 2013 até 2018, podemos verificar que o clube não apresentou crescimento, mantendo-se praticamente estagnado na faixa dos R$30 milhões de arrecadação nessa fonte de receita. Mesmo com anos seguidos de recordes de média de público no Morumbi, o fato do time apresentar baixo desempenho dentro de campo e do estádio não oferecer o conforto e modernidade das arenas de seus rivais, tem inviabilizado a diretoria do clube aumentar o v…

Receita total do São Paulo diminuiu 15%, índice de receitas não-recorrentes do São Paulo continua elevado

Depender de receitas não recorrentes e imprevisíveis é um risco altíssimo para qualquer empresa, e, no futebol, não é diferente. Como a maioria das despesas, do São Paulo, são fixas, por exemplo, salários e direitos de imagem dos atletas, despesas com manutenção das instalações do clube, juros e amortização da dívida, o clube precisa ter uma certa previsibilidade em seu faturamento, através de receitas recorrentes altas, como cotas de TV e patrocínios. Caso isso não ocorra, o clube fica dependente de receitas não recorrentes para fechar o caixa todo ano, fato que tem ocorrido com freqüência no São Paulo, nos últimos anos.
Todo ano, surgem manchetes nos jornais, "Diretoria do São Paulo declara: precisamos de R$100 milhões em venda de atletas para não fechar no vermelho". Isso tem acontecido pois, como as receitas de cotas de TV, publicidade e patrocínio, sócio-torcedor, dentre outras receitas fixas não são suficientes para cobrir as despesas do clube, o tricolor precisa semp…

Comissão pela venda de Militão foi 4 vezes maior que a média do clube!

Nem todo o montante da venda de um atleta entra para os cofres do clube. Como nem sempre os direitos econômicos de um jogador pertencem integralmente ao São Paulo, o clube precisa repassar um percentual referente à participação de outros clubes, empresários, ou até do próprio atleta. Além disso, na maioria das negociações, o clube vendedor repassa um montante pré-definido referente à intermediadores da negociação.
Podemos observar nas demonstrações de 2018 divulgadas essa semana que, a média de valores pagos pelos São Paulo, para intermediadores das negociações, é de 7%. Por exemplo, na venda de Lucas Pratto para o River Plate, por R$49,5 milhões, o clube repassou R$3,5 milhões. Outras negociações como as de Cueva, Auro e Petros, seguiram, aproximadamente, a mesma lógica. 
Entretanto, um caso específico nos chamou a atenção. A venda de Militão para o Porto, por R$ 31,5 milhões, custou aos cofres do São Paulo R$8,8 milhões em intermediação. Este montante representou 28% do total da ve…